sexta-feira, 10 de junho de 2011

Dislexia, Disortografia, Afasia, Disgrafia, Disartria, Discalculia, Acalculia, Apraxia, Dispraxia, Gagueira e Déficit de Atenção.

A) Dislexia
A dislexia tem sido o distúrbio de maior incidência nas salas de aula. Ela reflete
na dificuldade de aprendizagem na
qual a capacidade de uma criança
para ler ou escrever está abaixo do
seu nível de inteligência. A mesma
pode ser caracterizada como uma
insuficiência para assimilar os
símbolos gráficos da linguagem.
Sua origem é congênita (nata) e
hereditária e seus sintomas podem
ser identificados logo na pré-escola em crianças que demoram para começar a falar ou
trocam os sons das letras e têm dificuldades para aprender a ler e escrever.
Ela pode ser chamada de “a mãe dos transtornos de aprendizagem” porque foi a
partir da identificação deste problema que se iniciou uma busca pelo conhecimento de
todos os outros tipos de distúrbios existentes. Com o passar do tempo, surgiu a
necessidade de estabelecer as diferenças entre os problemas na aprendizagem e, a partir
de então, eles começaram a ser subdivididos e classificados. A dislexia também foi
conhecida durante um grande período como “cegueira verbal congênita” devido às
dificuldades para ler e escrever em pessoas que possuíam visão normal.
Esse distúrbio se dá em crianças com audição, visão e inteligência normais, que
vivem em ambientes familiares saudáveis e possuem condições econômicas adequadas.
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Assim, em casos de dislexia, as causas não podem ser atribuídas a questões emocionais,
culturais ou instrucionais. Embora esses fatores tenham uma influência no desempenho
de pessoas disléxicas, eles não são determinantes.
Nos indivíduos que não possuem dislexia, a área esquerda do cérebro é a
responsável pela percepção e pela linguagem, subdividida em três partes: uma que
processa fonemas, outra que analisa as palavras e a última que reconhece as palavras.
Essas três partes trabalham em conjunto e dão capacidade para que os indivíduos
aprendam a ler e escrever. A crianças conseguem realizar essa tarefa apenas quando
reconhecem e processam fonemas, memorizando as letras e seus sons. Com o tempo e o
desenvolvimento da criança na leitura e na escrita, sua memória permanente começa a
ser construída, o que faz com que ela reconheça as palavras com mais agilidade e sem
grande esforço.
As crianças disléxicas possuem falhas nas conexões cerebrais. Elas podem
contar apenas com a região do cérebro responsável por processar fonemas e sílabas,
enquanto a área responsável pela análise de palavras, não exerce a sua função. Suas
ligações cerebrais não incluem a área responsável pela identificação de palavras e,
portanto, a criança não consegue reconhecer palavras que já tenha lido ou estudado. A
leitura se torna um grande esforço para ela, pois toda palavra que ela lê aparenta ser
nova e desconhecida. Para simplificar, pode-se dizer que a dislexia é causada por
alterações nas áreas do cérebro responsáveis pelos sons da linguagem e do sistema que
transforma o som em escrita.
Esse distúrbio é confundido com frequência com outros problemas de adaptação
escolar como os atrasos de desenvolvimento e a
deficiência mental ligeira, afinal, a criança
disléxica tem dificuldades em compreender o
que está escrito e de escrever o que está
pensando. Quando tenta expressar-se no papel, o
faz de maneira incorreta e o leitor não
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compreende as suas ideias. Abaixo você pode ver algumas das características mais
encontradas por crianças que têm dislexia:
Fraco desenvolvimento da atenção
Falta de capacidade para brincar com outras crianças
Atraso no desenvolvimento da fala e escrita
Atraso no desenvolvimento visual
Falta de coordenação motora
Dificuldade em aprender rimas/canções
Falta de interesse em livros impressos
Dificuldade em acompanhar histórias
Dificuldade com a memória imediata e a organização em geral
A pronúncia ou a soletração de palavras monossilábicas é uma dificuldade
evidente
Inversão de palavras de maneira parcial ou total
Exemplo: A palavra “casa” é lida como “saca”.
Inversão das letras e números
Exemplo: “p” por “b”; “3 por “5”
Alteração na ortografia em função de alterações no processo auditivo
Cometem erros na separação das palavras
Dificuldades em distinguir esquerda e direita
Alteração na sequência das letras que formam as sílabas e palavras
Dificuldades na matemática
Pobreza de vocabulário
Escassez de conhecimentos prévios (memória de longo prazo)
Falhas na elaboração de orações complexas e na redação espontânea
Copiam as palavras de forma errada mesmo observando na lousa como são
escritas.
Além disso, os disléxicos também sofrem com a falta de rapidez ao ler. Sua
leitura é sem ritmo e, muitas vezes e com muito sacrifício, decodificam as palavras, mas
não conseguem compreendê-las.
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As características colocadas acima não são suficientes para se fechar um
diagnóstico a respeito da dislexia, afinal, existem outros distúrbios de aprendizagem que
também possuem elementos parecidos, no entanto, elas podem ser usadas como um
ponto a partir do qual se é levado a procurar a ajuda de profissionais especializados e
buscar formas de superação.
A dislexia é responsável por altos índices de repetência e abandono escolar. A
ausência de conhecimentos dos professores contribui para uma evasão escolar e o
agravamento dos problemas enfrentados pelas crianças. Essas são incompreendidas em
seu fracasso e não valorizadas em suas tentativas vãs para superar suas dificuldades,
desenvolvendo uma imagem negativa sobre si mesmas. A escola se torna um ambiente
que causa ansiedade e as exigências dos pais e professores acabam se revertendo em
comportamentos agressivos, inibições e outros.
As crianças disléxicas precisam olhar e ouvir atentamente, prestar atenção aos
movimentos da mão enquanto escrevem e da boca quando
falam para associar os fonemas aos seus sons e à sua escrita.
É recomendada a montagem de “manuais” de alfabetização
apropriada para pessoas com essas dificuldades. Além disso,
o sucesso escolar de um disléxico está baseado em uma
terapia multisensorial (uso de todos os sentidos), sempre
combinando atividades que motivem o uso da visão, da
audição e do tato para ajudá-lo a ler e soletrar corretamente
as palavras. Abaixo estão colocadas algumas atitudes que podem ajudar essas pessoas
no processo de aprendizagem:
Usar folhas quadriculadas para matemática.
Usar letras com várias texturas.
Usar máscara para leitura de texto.
Evitar dizer que a criança é lenta, preguiçosa ou compará-la aos outros alunos da
classe.
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Não forçar a criança a ler em voz alta em classe a menos que demonstre desejo
em fazê-lo.
Suas habilidades devem ser julgadas mais em suas respostas orais do que nas
escritas.
Sempre que possível, a criança deve ser encorajada a repetir o que foi lhe dito
para fazer, isto inclui mensagens. Sua própria voz é de muita ajuda para
melhorar a memória.
Revisões devem ser frequentes e importantes.
Copiar do quadro é sempre um problema, tente evitar isso, ou dê-lhe mais tempo
para fazê-lo.
Demonstre paciência, compreensão e amizade durante todo o tempo,
principalmente quando você estiver ensinando a alunos que possam ser
considerados disléxicos.
Ensine-a quando for ler palavras longas, a separá-las com uma linha a lápis.
Dê-lhes menos dever de casa e avalie a necessidade e aproveitamento desta
tarefa.
Não risque de vermelho seus erros ou coloque lembretes como “você precisa
estudar mais para melhorar”.
Procure não dar suas notas em voz alta para toda classe, isso a humilha e a faz
infeliz.
Não a force a modificar sua escrita, ela sempre acha sua letra horrível e não
gosta de vê-la no papel. A modulação da caligrafia é um processo longo.
Use sempre uma linguagem clara e simples nas avaliações orais e
principalmente nas escritas.
Uma língua estrangeira é muito difícil para elas, faça suas avaliações sempre em
termos de trabalhos e pesquisas.
Além do apoio da escola, as crianças precisam receber apoio em casa. Os pais e
demais responsáveis devem ajudar a melhorar sua autoestima, oferecendo carinho,
sendo compreensivos e elogiando a cada acerto alcançado e encorajando a realização de
tarefas em que se saiam bem e que podem ser estimulantes. As crianças também devem

ser ajudadas em seus trabalhos escolares e não se pode permitir que seus problemas
escolares impliquem em mau comportamento ou falta de limites.
Para diagnosticar corretamente a dislexia, deve-se procurar a ajuda de
profissionais como fonoaudiólogos, psicólogos, neurologistas e psicopedagogos. Não
se espera encontrar todas as dificuldades numa única criança disléxica, mas a presença
de pelo menos uma delas, associada às dificuldades de ler, pode fazer supor a existência
de um quadro de dislexia. Os problemas podem ser avaliados através de um
acompanhamento adequado e direcionado às condições de cada caso.
Faz-se necessário adequar métodos e materiais que atendam o desenvolvimento
da criança, bem como o acompanhamento e a observação para que se conheça as
particularidades de cada um considerando o seu tempo e a sua construção de saberes.
Para finalizar, é importante que se fale sobre o “dom da dislexia”. Quando um
dislexo domina alguma coisa, ele a aprendeu tão bem que pode fazê-lo sem pensar sobre
o que está fazendo. Dominar algo é realmente aprender algo. Se o processo de
aprendizagem é o mesmo, então quando alguém dominou alguma coisa, esta pessoa
criou conhecimento necessário para realizar aquela atividade.
B) Disgrafia
A disgrafia também é conhecida como “letra feia” porque as crianças que
possuem esse tipo de distúrbio, apresentam uma escrita ilegível e lenta. Isso leva a um
desempenho ruim na escola mesmo em alunos que possuem inteligência normal ou
acima da média. Esse problema constitui uma deficiência na qualidade do traço gráfico,
o que se reflete através de grandes dificuldades para escrever corretamente a linguagem
falada.
A criança com disgrafia tem dificuldades em coordenar as informações visuais e
na realização motora do ato de escrever. Alguém que tem apenas dificuldades para
escrever, mas não apresenta problemas em outras atividades motoras, provavelmente
não tem este distúrbio.
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Existem dois tipos de disgrafia: a motora e a pura. A primeira atinge a maioria das
crianças com este distúrbio e consiste na dificuldade
em escrever palavras e números corretamente. A
segunda é mais difícil de ser diagnosticada porque
aparece quando a criança sofre algum trauma
emocional e isso se reflete na sua letra. Existem
alguns sinais que podem indicar as relações entre os
problemas causados por este distúrbio e as condições emocionais da criança:
Letras pequenas demais podem indicar uma timidez excessiva.
Letras grandes demais podem indicar uma criança que necessita estar sempre no
centro das atenções.
Letras feitas com muita força, que chegam a marcar as outras páginas do
caderno, podem indicar que a criança esteja tensa.
No entanto, a disgrafia acontece também em crianças com capacidade intelectual
normal, sem qualquer transtorno neurológico, sensorial, motor ou afetivo. Elas, ainda
que tenham boas notas e facilidade de se expressar pela fala, não conseguem planejar os
movimentos para conseguir o traçado da letra. Ao observarem os conteúdos de uma
lousa ou um papel, não são capazes de reproduzir o que viram. Algumas das
características mais encontradas em crianças com este tipo de distúrbio são:
Letras ilegíveis
Traços pouco precisos ou incontrolados
Falta de pressão nos traços ou pressão muito forte a ponto de marcar o papel
Letras distantes ou extremamente juntas
Omissão de letras
Dificuldade em manter uma frase na mesma linha
Dificuldade em recordar a grafia correta para representar um determinado som
ouvido ou elaborado mentalmente
A criança escreve devagar, retocando cada letra, realizando de forma inadequada
as uniões entre as letras ou amontoando-as para esconder os erros ortográficos.

A ortografia pode ser verificada como uma das dificuldades da disgrafia a partir do
momento que se exige rapidez e um ritmo gráfico de uma criança que ainda não
automatizou a relação som-letra. Nesse caso, a escrita das palavras é lenta e, na maioria
das vezes, incompleta, porque o aluno tem certas dificuldades em recordar com rapidez
qual a grafia para representar determinado som.
Todos os elementos anteriormente citados podem ser resumidos em três
características básicas:
Má organização da página
Essa característica está ligada à orientação espacial, ou seja, a criança encontra
dificuldades para organizar sua escrita numa folha de papel. O texto é apresentado de
forma desordenada com margens mal feitas ou inexistentes, espaço entre palavras e
linhas irregulares.
Má organização das letras
Incapacidade de seguir as regras caligráficas. O traçado é de má qualidade e os
contornos das letras são deformados.
Formas e proporções
Refere-se ao grau de limpeza do traçado das letras, sua dimensão (muito grandes ou
minúsculas), desorganização das formas e escrita alongada ou comprimida.
A disgrafia normalmente é observada um ou dois anos depois que a criança
aprende a escrever. É comum que os professores demorem para perceber o problema,
pois eles estão mais preocupados com o desenvolvimento intelectual dos alunos do que
com o motor. Embora não se treine de forma efetiva a organização espacial das
crianças, exige-se que elas tenham uma boa escrita, o que pode ser visto como uma
problemática na educação infantil. O professor deve ficar atento às possíveis posturas
inadequadas para poder corrigi-las o mais cedo possível e, junto com um profissional
especializado, estabelecer estratégias de ajuda que favoreçam a qualidade do traçado
gráfico.
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Uma grande parte dos professores não conhecem os distúrbios ligados à
aprendizagem e acabam julgando de forma errônea seus alunos ao dizer que eles não
são caprichosos, são preguiçosos e pouco esforçados. Por esse e outros motivos, é
preciso saber que o que diferencia uma letra sem capricho da disgrafia, é o fato de a
criança ter também outras dificuldades motoras leves como problemas na hora de
amarrar o sapato ou abotoar a camisa.
A idade mais indicada para se começar a tratar a disgrafia é a partir dos oito
anos, quando a letra começa a se firmar. Quando não tratado, o distúrbio pode trazer
problemas mais sérios na vida adulta, entre eles a dificuldade de comunicação. Em
processos seletivos como vestibulares, por exemplo, é preciso escrever textos
relativamente longos e tem-se pouco tempo disponível pra isso. Candidatos que sofrem
com a disgrafia, já se apresentam em desvantagem na concorrência.
Além da antecedência, a disgrafia precisa ser superada através de tratamentos
psicológicos e treinos motores. Sem a busca de um tratamento, a criança começa a se
sentir atrasada em relação aos outros alunos e não compreende porque não consegue se
expressar através das palavras no caderno. A finalidade dos tratamentos é fazer com que
a criança atinja o domínio do gesto e do instrumento, a percepção e compreensão da
imagem a reproduzir.
Algumas atitudes podem ser tomadas no sentido de minimizar os problemas
causados pela disgrafia. Pode-se citar como exemplo exercícios como o ombro (como
os realizados com o brinquedo “vai e vem”), para o cotovelo (como os realizados ao
jogar peteca), para os punhos e mãos (como brincar com massinhas ou argilas e pintar
com lápis de cor ou giz de cera).
Deve-se destacar ainda a importância dos esportes. Através deles é possível
trabalhar a orientação espacial e a coordenação motora da criança. Brincadeiras como
jogar vôlei, xadrez e peteca também podem ajudar na melhora da letra, já que fazem a
criança usar as mãos e planejar os movimentos.
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Não se pode descartar o papel que pais e professores têm nesse processo. Eles
precisam estar cientes das capacidades motoras da criança e não exigir resultados que
estão acima daqueles que ela pode apresentar num dado momento. É claro que não se
pode esperar que o aluno desenvolva suas habilidades sozinho, mas sim estimular esse
desenvolvimento através de práticas motoras baseadas em crescimentos graduais que
exijam pouco a pouco mais rapidez e controle do ato motor.
O desenvolvimento do controle motor é uma característica básica para atingir a
qualidade na escrita. Afinal, o ato de escrever mobiliza uma série de segmentos do
corpo. Antes de se atingir o nível ideal de desenvolvimento motor, que permite a
realização da escrita de forma rápida, precisa, legível e sem cansaço, a coordenação
motora passa por diversos estágios. Em cada estágio um segmento do corpo realiza uma
função até chegar o momento em que se atinge o controle total do ato de escrever, que é
caracterizado pela fixação do cotovelo na mesa e a rápida movimentação dos dedos
durante a escrita.
Além disso, não se pode esquecer que, independente da presença ou ausência de
dificuldades das crianças na escrita, alguns fatores são fundamentais para qualquer
pessoa que se proponha a escrever. Deve-se tomar cuidado e orientar as crianças para
que tenham uma postura adequada na hora de sentar e pegar no lápis ou caneta e
posicionar corretamente a folha de papel ou caderno em que se pretende escrever.
Para finalizar o assunto sobre a disgrafia, é preciso citar dois assuntos que,
embora possam parecer básicos, são de extrema importância que sejam considerados: a
caracterização do início da alfabetização e as peculiaridades pessoais dos traços gráficos
ou da letra da cada um.
Quando começa a ser alfabetizada, é natural que as palavras da criança não
saiam de forma perfeita no papel, afinal, ela está apenas começando a aprender. No
entanto, se com o tempo e o treinamento em cadernos de caligrafia, a criança ainda
estiver longe de escrever corretamente, é preciso que pais e educadores comecem a
buscar as causas dessas dificuldades e procurem formas de superação.
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Por último, não se pode esquecer também que o traçado gráfico é feito de
características pessoais e, portanto, vai adotando peculiaridades individuais ao longo do
desenvolvimento de cada um. Baseados nisso, responsáveis e professores não podem
impor nenhum modelo de letra para os alunos, mas sim respeitar o seu grafismo desde
que ele seja legível, claro e atinja o objetivo principal da escrita, que é a transmissão da
linguagem oral com o máximo de eficiência sem o desprendimento de grandes esforços.
C) Disortografia
A disortografia também é um problema encontrado na linguagem, onde a criança
apresenta dificuldades em realizar a escrita e a fala, lidar com todas as sinalizações
gráficas e outros conhecimentos que as crianças da 2ª série do ensino fundamental I, já
deveriam saber e ter total domínio.
Assim como outros distúrbios, a disortogragia também está ligada à dislexia e
apresenta algumas características presentes em outros problemas, o que dificulta a
identificação do tipo de distúrbio com o qual se está lidando. Por isso, é de extrema
importância que os educadores tenham conhecimentos suficientes para exercer a
profissão e trabalhar o desenvolvimento de seus alunos. Eles certamente precisarão
observar de forma atenta as dificuldades das crianças para poder deixar os pais cientes e
procurar a melhor maneira de dar o atendimento necessário para tais alunos durante o
processo de ensino-aprendizagem.
Abaixo podem ser vistas algumas das características encontradas no cotidiano
escolar de crianças disortográficas:
Troca de grafemas: Geralmente as trocas de grafemas (unidades gráficas)
que representam fonemas homorgânicos (fonemas que têm a articulação
realizada pelo mesmo órgão do aparelho responsável pela emissão de
sons) acontecem por problemas de discriminação auditiva. Quando a
criança troca fonemas na fala, a tendência é que ela escreva apresentando
as mesmas trocas, mesmo que os fonemas não sejam auditivamente
semelhantes.
Falta de vontade de escrever.
Dificuldade em perceber as sinalizações gráficas (parágrafos, travessão,
pontuação e acentuação).
Dificuldade no uso de coordenação/subordinação das orações.
Aglutinação ou separação indevida das palavras.
Os pais de crianças com esses problemas precisam levá-las a médicos
especializados para que possam ter orientações mais precisas do caso, podendo também
ter o conhecimento se este distúrbio possui algum tipo de tratamento para diminuir as
dificuldades. Existem alguns fatores que devem ser analisados no processo de
verificação dos educadores:
Nível de escolaridade
Frequência dos erros e quais acontecem
A frequência de palavras no vocabulário
A frequência visual
Através dessas colocações, os educadores conseguem ter um diagnóstico mais
preciso do distúrbio. Dessa forma, poderão realizar um trabalho eficiente, apresentando
menos falhas quando comparados a educadores sem conhecimento algum sobre o
assunto no geral.
Para lidar com a disortografia, além da importância do seu diagnóstico, é
necessário ter o acompanhamento e a compreensão de todos os que convivem com as
crianças, principalmente os membros da família, que constituem a base de sua infância.
D) Afasia
Este distúrbio também está ligado à linguagem e tem como principais
características a perda das capacidades e habilidades da comunicação tanto escrita,
como falada.

Ele está muito envolvido com a área da neurologia clínica, uma vez que pode
originar-se de acontecimentos como acidentes vasculares cerebrais, infecções e outros,
afetando, dessa forma, áreas específicas do cérebro responsáveis pela comunicação. De
acordo com o local da lesão cerebral, são ocasionados tipos diferentes de alterações. Por
isso, a afasia divide-se em quatro tipos:
Afasia de Broca
Afasia de Wernicke
Afasia de Condução
Afasia Global
Essa divisão se dá em função das diversas características que podem servir de
base para identificar um caso de afasia. O fato de elas estarem divididas em tipos
diferentes, possibilita aos profissionais da área médica uma maior facilidade para dar
diagnósticos e encontrar o melhor tratamento.
Afasia de Broca
A Afasia de Broca, ou afasia não fluente, está ligada à área do cérebro humano
responsável pelo processamento da linguagem, produção da fala e compreensão, que
tem o nome broca. Ela causa algumas dificuldades como:
Na área de cálculos e escrita
Em reconhecer sons
Em articular os sons
Em encontrar as palavras adequadas para
as situações. O indivíduo sempre utiliza a
mesma palavra ou frase para diferentes
situações de comunicação.
Como afeta uma região específica do cérebro, essa lesão poder ser identificada
através de métodos de imagem como a TC (tomografia computadorizada) e a RM

(ressonância magnética). O uso desses recursos pode revelar as possíveis lesões ou
assimetrias no local.
Os indivíduos que possuem esse distúrbio, além de apresentarem as dificuldades
citadas, ainda sofrem de fraqueza na hemiface, ou seja, não têm controle total de um dos
lados da face. Isso faz com que seja difícil controlar, por exemplo, a abertura e o
fechamento dos olhos.
Quando têm consciência de suas dificuldades, essas pessoas acabam ficando
deprimidas com mais facilidade, pois a recuperação de parte da linguagem falada exige
tempo. Esse processo pode demorar alguns meses até que o indivíduo seja capaz de
realizar uma fala simples. É preciso estar claro que esse desenvolvimento também
depende de cada um. Pode-se levar mais ou menos tempo para que se alcance falas
abreviadas e, gradualmente, se tornar fluente.
Afasia de Wernicke
Este tipo de afasia é caracterizada com elementos opostos aos da afasia de broca,
como você pode ver a seguir:
Fala fluente, mas com pouco sentido
Fala espontânea, mas de modo vago
Os indivíduos não conseguem perceber seu déficit
Recuperação mais difícil
Os pacientes geralmente por não perceberem o seu problema, acabam não
apresentando fraquezas associadas a ele como, por exemplo, a fraqueza na hemiface ou
a depressão.
Quando alguém conversa com um indivíduo que possui afasia de Wernicke,
percebe que, de uma hora para a outra, o assunto não faz mais sentido, já que essas
pessoas têm uma grande facilidade para fugir da temática em questão, além de terem
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uma fala muito fluente e substituir determinadas palavras por outras que não dão sentido
algum ao que está sendo dito.
Afasia de Condução
A afasia de Condução é um distúrbio voltado para a compreensão. A fala é
fluente e espontânea, mas existe, no entanto, uma incapacidade ao se repetir palavras,
ocorrendo erros variados nas tentativas. É um tipo de afasia que não possui muitas
características, pois a principal dificuldade causada por ela é a de se fazer repetições.
Afasia Global
Diferente dos demais tipos de Afasia, que apresentam algumas características
negativas e outras que ainda podem ser consideradas positivas quando trabalhadas, a
Afasia Global não têm limitações, apresentando todos os aspectos dos outros tipos de
afasia em um único indivíduo:
Perda de compreensão
Perda da fala
Não consegue fazer leitura
Não consegue escrever
O indivíduo que possui esta afasia perde totalmente suas capacidades de
linguagem. Geralmente, isso é causado por infarto no território da artéria cerebral ao
lado esquerdo, ou seja, o paciente também pode apresentar paralisia em um determinado
lado do corpo, sendo normalmente do lado direito, o que faz com que ele perca a força
total desta região.
Este é considerado o tipo mais grave de afasia e, por isso, é muito voltado para a
área da saúde. Quando não tratado, o paciente pode correr risco de vida. Isso não
acontece em função do distúrbio, mas sim pelas consequências de ocorrência de infartos
e a perda total de sentido de um dos lados do corpo.
Independente do tipo de afasia que um indivíduo possa ter, deve-se seguir
algumas dicas:
Em função da dificuldade de compreensão, é preciso dar pistas, fazer
repetições, apoiar e dar ordens curtas e objetivas para serem bem recebidas.
A reeducação das funções da fala e da linguagem é sempre válida e deve ser
iniciada o quanto antes, melhorando, assim, o prognóstico.
É prioritário que a família se envolva com a recuperação, estimulando o
afásico a buscar sempre a comunicação e jamais o isolamento.
E) Disartria
Esse distúrbio é causado por alterações dos mecanismos nervosos que
coordenam os órgãos responsáveis pela fonação (processo que dá origem ao som
articulado). Isso reflete na má coordenação dos músculos da fala. Assim como outros
distúrbios, a disartria também pode ter origem em uma lesão no cerebelo (parte do
cérebro mais responsável pela coordenação das sequências dos movimentos e do
controle do equilíbrio e da postura).
Lesões que causam a disartria podem nascer com os indivíduos ou serem
provocadas no decorrer de suas vidas. O uso abusivo e prolongado de bebidas
alcoólicas, acidentes vasculares cerebrais, tumores, esclerose múltipla, ingestão crônica
de certas substâncias químicas, características hereditárias e outras, são exemplos de
elementos que podem provocar a disartria independente da faixa etária das pessoas.
Algumas das características encontradas em pessoas que possuem disartria são:
Fala pastosa
Falta de controle no volume da voz
Exagero nos movimentos dos músculos dos lábios e do maxilar ao falar
Alteração no controle da deglutição
Dificuldade na conexão de sílabas e palavras.
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Além das características anteriormente citadas, este distúrbio também pode ser
evidenciado através de alguns sintomas físicos observados no organismo das pessoas
disártricas:
Taquicardia
Palpitação
Sangramento nasal
Tosse
Respiração pela boca
Coriza
Boca seca
Dor no peito
Dor abdominal
Bocejo
Incontinência ou retenção urinária
Dor de cabeça
Fadiga
Desmaios
Para lidar com a disartria, é preciso submeter-se a tratamentos fonoaudiólogos
adequados que podem compensar as dificuldades encontradas pelas pessoas que a
possuem. O objetivo dos tratamentos deve ser a coordenação global do paciente,
considerando sua articulação e passando por melhoras graduais através da correção
respiratória, da modificação da emissão sonora e da adequação da ressonância
(prolongação dos sons).
A criança disártrica costuma reclamar de que tem que fazer grandes esforços
para obter ar suficiente para falar. O tratamento, nesses casos, deve incluir a melhora da
respiração através do trabalho dos músculos do tronco, reforçando-os através de
fisioterapias e aumentando a capacidade geral de esforço do paciente.
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F) Discalculia
A discalculia está ligada às dificuldades com as habilidades matemáticas. As
crianças são capazes de compreender as lições transmitidas, mas quando tentam colocar
em prática o que aprenderam, acabam trocando e invertendo as ordens das operações.
Pessoas com discalculia não apresentam problemas fonológicos, mas encontram
dificuldades em:
Visualizar conjuntos de objetos dentro de um conjunto maior.
Conservar a quantidade .
Exemplo: Não compreenderm que 1kg é igual a quatro pacotes de 250 g
Os sinais de soma, multiplicação e os demais.
Sequenciar números, como, por exemplo, o que vem
antes do 11 e depois do 15 (antecessor e sucessor).
Classificar números.
Dificuldade na memória de trabalho.
Dificuldade de memória em tarefas não-verbais.
Dificuldade na soletração de não-palavras (tarefa de
escrita).
Dificuldade na memória de trabalho que implica contagem.
Dificuldade nas habilidades viso-espaciais.
Dificuldade nas habilidades psicomotoras e perceptivo-táteis.
Montar operações.
Contar através dos números cardinais e ordinais.
Estabelecer correspondência um a um: não relaciona o número de alunos de
uma sala à quantidade de carteiras.
Este problema pode ser dividido em diversos tipos, como é explicitado abaixo:
1. Discalculia Verbal - Dificuldade para nomear as quantidades matemáticas, os
números, os termos, os símbolos e as relações.
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2. Discalculia Practognóstica - Dificuldade para enumerar, comparar e
manipular objetos reais ou em imagens matematicamente.
3. Discalculia Léxica - Dificuldades na leitura de símbolos matemáticos.
4. Discalculia Gráfica - Dificuldades na escrita de símbolos matemáticos.
5. Discalculia Ideognóstica – Dificuldades em fazer operações mentais e na
compreensão de conceitos matemáticos.
6. Discalculia Operacional - Dificuldades na execução de operações e cálculos
numéricos.
A discalculia pode comprometer o desenvolvimento escolar das crianças de
forma global apesar de ser caracterizada por algumas incapacidades na área da
matemática. No entanto, ela faz com que o aluno fique confuso e com medo de novas
situações, tenha baixa autoestima em função de críticas e punições de pais, professores e
colegas. Ao crescer, o mesmo vai continuar encontrando dificuldade para usar a
matemática em simples situações colocadas pelo cotidiano.
Indivíduos com discalculia, também necessitam da compreensão de todas as
pessoas que convivem próximas a elas, pois encontram grandes dificuldades, até mesmo
nas coisas óbvias.
Tome cuidado para não caracterizar qualquer problema relacionado à
matemática como discalculia. Muitas vezes, as crianças não gostam de matemática por
não terem afinidade com a disciplina ou, ainda, por questões como inadaptações ao
ensino da escola ou ao método utilizado pelo professor. Deve-se analisar todos os
motivos possíveis de forma adequada e cuidadosa antes de dar um diagnóstico.
G) Acalculia
A acalculia também é uma dificuldade relacionada às habilidades matemáticas e
está diretamente ligada à discalculia. A criança não tem dificuldade com elementos
como a contagem, mas sim em como relaciona isso com o mundo que a cerca. A
acalculia ocorre quando o indivíduo, após sofrer lesão cerebral, como um acidente
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vascular cerebral ou um traumatismo crânio-encefálico, perde as habilidades
matemáticas já adquiridas. A perda ocorre em níveis variados para realização de
cálculos matemáticos.
H) Apraxias
A apraxia é uma incapacidade de se realizar atividades motoras a partir de um
comando ou de uma imitação. Isso pode ser causado pela ausência de sensibilidade ou
até mesmo de força muscular. Esse distúrbio também pode ser chamado de afasia
aferente por apresentar algumas características ligadas à afasia.
A apraxia está dividida em três tipos diferentes, sendo eles:
• Ideomotora
• Ideatória
• Construtiva
Apraxia Ideomotora
Ela pode ter como causa a lesão em duas partes do cérebro: o fascículo arqueado
e a porção anterior do corpo caloso. Ela provoca dificuldades como a de se realizar atos
motores motivados por comandos verbais. Ainda que esse seja um ato espontâneo para
o ser humano, para o apráxico, constitui uma tarefa bastante complexa.
Apraxia Ideatória
É a incapacidade de realizar movimentos sequenciais na realização de um ato,
embora os movimentos de forma separada sejam realizados com facilidade.
Apraxia Construtiva
A apraxia construtiva, assim como o distúrbio de percepção visual e atividade
motora, apresenta-se na incapacidade de reprodução ou cópia de um modelo visual. Ela
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também é causada por lesões localizadas no cérebro, como nas parietais do lado direito.
O indivíduo também pode ter, ao mesmo tempo, lesões do lado esquerdo, o que
ocasiona em quadros mais intensos.
I) Dispraxia
A dispraxia é a incapacidade de executar movimentos voluntariamente na
ausência de alterações motoras. Esse déficit também é conhecido como “síndrome da
criança desajeitada”. Ele implica em problemas neurológicos que causam dificuldade
de planejamento de qualquer sequência de movimentos coordenados, tendo como, por
exemplo, amarrar os sapatos.
Uma criança com dispraxia, além de ter
dificuldades ao amarrar um tênis, também
apresenta déficit na escrita, não conseguindo ter
um bom rendimento na escola. Ela não consegue
acompanhar o aprendizado em sala de aula. Por
isso, sempre é importante que as crianças ao apresentarem sintomas parecidos a estes,
tenham alguns diagnósticos. Os pais devem perguntar aos educadores sobre seus
desempenhos e procurar ter o acompanhamento de um especialista no assunto.
Algumas características que podem ser encontradas nas crianças são:
Irritação e problemas na alimentação.
Lerdeza no desenvolvimento de atingir metas.
Evitam tarefas que exigem destreza manual.
Incapacidade de ficar quieto (balançando os pés, batendo os pés, etc.).
Voz estridente.
Temperamento alterado.
Caiem e batem em objetos por nada.
Derramam bebidas frequentemente.
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Preferem comer com os dedos e se sujam muito ao comer (comparando com
crianças da mesma idade).
Falta de criatividade.
Pouca concentração.
Dificuldades de adaptação às rotinas da escola.
Dificuldade na educação física em comparação com as outras crianças.
Caligrafia ruim.
Dificuldade na coordenação motora.
Não conseguir amarrar o tênis.
Lerdeza nos trabalhos escolares.
Dificuldade em dormir.
Essas são algumas das características presentes nos portadores de dispraxia. O
distúrbio pode ser encontrado em qualquer fase da vida, pois sua causa é a imaturidade
no desenvolvimento dos neurônios ou a ocorrência de traumas, doenças e lesões
cerebrais ao longo da vida.
J) Gagueira
Ainda hoje não se sabe ao certo quais são as causas da gagueira. Ela é um
distúrbio ligado às dificuldades da fala e pode prejudicar o cotidiano daqueles que a
possuem. Devido à sua incidência, ás dificuldade que pode causar na aprendizagem e à
importância de saber como lidar com ela, julgou-se relevante abordá-la neste material.
Esse distúrbio é caracterizado por uma fala que envolve bloqueios, hesitações,
prolongamentos e repetição de sons, sílabas e palavras. A fala também pode ser
acompanhada de tensão muscular, piscar de olhos, irregularidades na respiração e
caretas. As crianças sentem grande dificuldade para achar o que será dito, fazendo
repetições de palavras até encontrarem uma saída.
Algumas de suas possíveis causas são:
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• Genética/Hereditariedade
• Alterações cerebrais
• Prematuridade
• Distúrbio no sistema nervoso central
• Freio da língua muito curto
• Traumas de nascimento
• Infecções
• Problemas emocionais
As crianças com gagueira devem ser reconhecidas e aceitas como normais. Não
se pode humilhar ou criticar uma criança por falar dessa maneira, afinal ela não tem
conhecimento acerca da causa do seu erro e, atitudes como essas, apenas a deixa mais
nervosa, aumentando a sua dificuldade de fala. Portanto, é preciso manter a crianças em
boas condições físicas, ambientes familiares saudáveis e com bons exemplos de fala. É
importante que elas desenvolvam sua autoconfiança, através do destaque de suas
aptidões e da minimização de suas deficiências.
A fala é uma das coisas mais esperadas pelos pais de crianças pequenas,
independente de quantos filhos eles já tenham, essa expectativa sempre existe. Por isso,
eles sempre ficam repetindo palavras o tempo todo e, conforme o tempo vai passando,
começam a fazer isso com frases maiores. Assim, as palavras vão sendo gradualmente
juntadas e cada passo é motivo de felicidade para os pais e demais familiares ou
responsáveis.
Diante dessa empolgação, os pais podem perceber determinadas falhas na fala de
seus filhos. No entanto, a maior parte deles, demora para procurar a ajuda e opinião de
especialistas no assunto. Eles sempre tendem a buscar uma causa muito depois do
começo da gagueira e, até este momento, criam desculpas para si mesmos acreditando
que seja apenas uma fase ou algo normal nas crianças pequenas. Esse comportamento
apenas dificulta a aplicação de técnicas capazes de auxiliar no desenvolvimento dessas
crianças. As características da gagueira complicam-se com o passar do tempo, pois o
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sujeito acaba se adaptando ao seu modo de falar, embora nunca esteja satisfeito consigo
mesmo por não ser capaz de participar de uma conversa por mais simples que ela possa
parecer.
Os professores também têm um papel de suma importância no desenvolvimento
das crianças com gagueira. Eles podem agir em sala de aula através de ações como
aceitar a criança e manter uma postura objetiva em relação ao seu problema; eliminar ao
máximo as dificuldades e interrupções da criança e motivar as demais a fazerem isso
também; criar um ambiente calmo e sereno evitando tensões; evitar falas rápidas; dando
ênfase às habilidades que ela possui; encorajando-a a falar, mas nunca forçando-a e de
muitas outras formas.
Existem determinadas terapias usadas no tratamento da gagueira. Algumas delas
estão dispostas a seguir.
Terapias da gagueira
A terapia é algo que ajuda o paciente a diminuir aquilo em que ele apresenta
dificuldades, no caso da gagueira, a fala. Existem diversos tipos de terapia para este
distúrbio. Abaixo estão descritas algumas técnicas:
Técnica “Sombreananto”:
Na aplicação desta técnica, faz-se uma gravação com a voz de alguém e o
detentor de gagueira a escuta através de fones de ouvido. Ele tem que repetir
imediatamente o que escuta em voz baixa, de modo que escuta e fala quase ao
mesmo tempo. Isso permite que ele alcance a fluência através da repetição.
Técnica “Feedback auditivo retardado” (FAR):
Essa técnica se dá através de um gravador magnético onde é possível, com uma
aplicação conveniente, levar o paciente a ouvir a própria voz, através de fones de
ouvido, cerca de 1/5 (um quinto) de segundos após haver falado.
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“Terapia da silabação”:
Aqui o paciente aprende a empregar o mesmo tempo e a mesma tonicidade em cada
sílaba. Por exemplo: “Meu nome é Jonathan” poderia ser transformado em “Meu no
me é Jo na than”, o que aparenta ser mais fácil na aprendizagem e muitos pacientes
ao praticarem, acabam deixando a fala natural.
Técnica “metrônomo eletrônico”:
O paciente recebe um sinal através de um fone no ouvido, que pode ter a sua
velocidade controlada. O mesmo precisa aprender a harmonizar o ritmo da sua fala
com o sinal do instrumento.
O tratamento para crianças pequenas possui técnicas específicas e deve-se
procurar por profissionais capacitados que saibam lidar com elas. Normalmente, esse
processo deve começar por volta dos cinco anos de idade, antes da entrada para a
escola.
Os pais de demais familiares devem aprender a não demonstrar nenhuma reação
com relação à forma de falar da criança. Dizer frases como “não tenha pressa” ou
“respire fundo” pode fazer com que a criança perceba o seu próprio problema e inibir a
sua vontade de praticar a fala. Para que ela se sinta livre para gaguejar, é preciso
eliminar a pressão. Também não se pode esquecer que a melhora da gagueira é um
processo e, portanto, não se pode ter pressa, mas sim permitir que ela melhore
gradualmente.
L) Déficit de Atenção
Conhecida também como TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com
Hiperatividade), esse distúrbio é caracterizado, principalmente, pela desatenção, pela
agitação e pela impulsividade. Crianças hiperativas são capazes de aprender, mas
encontram dificuldades no desempenho escolar devido ao impacto que seus sintomas
causam.

Para essas crianças, concentrar-se é algo complicado. Elas se distraem com
facilidade, esquecem de suas obrigações, perdem e esquecem objetos com frequência,
têm dificuldades em seguir instruções e se organizarem, falam de maneira excessiva a
ponto de não serem capazes de esperar a sua vez, o que as leva a responderem perguntas
antes mesmo delas serem concluídas.
A hiperatividade também pode ser caracterizada por um descontrole motor
acentuado, que faz com que as crianças tenham movimentos bruscos e inadequados,
mudanças de humor e instabilidade afetiva.
O distúrbio está ligado à produção de neurotransmissores (substâncias produzidas no
sistema nervoso central responsáveis pela regulação do mesmo). Todos os seres
humanos possuem uma área no cérebro que desenvolve o equilíbrio entre a percepção, a
estimulação ambiental e a capacidade de resposta do cérebro a tudo isso. Quando ocorre
uma deficiência nesse processo como, por exemplo, na produção de substâncias como a
dopamina, é gerada uma falta de equilíbrio nesse sistema. Daí origina-se o TDAH.
A hiperatividade costuma melhorar ou até mesmo desaparecer em grande parte das
crianças quando elas atingem a puberdade, embora, em alguns casos, possa continuar na
adolescência e na vida adulta. Existem algumas crianças que possuem maior propensão
a ter estes problemas como os filhos de pais hiperativos, irmãos de pessoas hiperativas e
os irmãos gêmeos.
Além da deficiência na produção de neurotransmissores, a hiperatividade também
pode ser causada por outros motivos como a ansiedade, frustrações, depressões, criação
imprópria e outros.
O TDAH afeta as crianças na escola, no ambiente familiar, na comunidade e
também pode prejudicar o seu relacionamento com professores, colegas e familiares. Os
sintomas mais encontrados podem ser divididos entre desatenção e
hiperatividade/impulsividade e, muitas vezes, também pode haver uma mistura entre os
dois.

Hiperatividade/Impulsividade
Dificuldade para se manter parada ou sentada.
Corre sem destino ou sobe excessivamente nas coisas.
Inquietação, mexendo com as mãos e/ou pés, ou se remexendo na cadeira.
Age como se fosse movida a motor, é “elétrica”.
Fala excessivamente.
Dificuldade em engajar-se numa atividade silenciosamente.
Responde a perguntas antes mesmo de serem formuladas totalmente.
Interrompe frequentemente as conversas e atividades alheias.
Dificuldade em esperar sua vez em filas e brincadeiras.
Corre sem destino ou sobe excessivamente nas coisas.
Desatenção
Não sabe onde colocou as coisas.
Dificuldade em manter a atenção.
Distrai-se com facilidade.
Parece não ouvir.
Não enxerga detalhes ou comete erros por falta de cuidado.
Dificuldade em seguir instruções.
Não gosta e evita tarefas que exigem um esforço mental prolongado.
Dificuldade de organização.
Frequentemente perde ou esquece objetos necessários.
Esquece rapidamente o que aprende.
Existem ainda algumas crianças que apresentam algumas características ligadas
a esse distúrbio, mas em quantidade insuficiente para que se possa realizar um
diagnóstico completo. No entanto, essas características são capazes de desequilibrar a
vida diária. Além dos sintomas citados, pode-se considerar:
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Choros inexplicáveis nos primeiros meses
Baixa autoestima
Depressões frequentes
Caligrafia de difícil entendimento
Mudanças rápidas de interesse (começam várias coisas e não terminam)
Dificuldades de relacionamento
Existem estágios avançados e reduzidos desse distúrbio. Para cada um deles há um
tratamento diferenciado. Em estágios avançados, especialistas indicam o uso de
medicações. Em outros, simples programas de modificação do comportamento são
capazes de diminuir o nível de atividade ou desatenção.
Para diagnosticar o TDAH, os sintomas devem interferir de forma significativa na
vida da criança através de um comportamento crônico que se repita em diferentes
ambientes, por exemplo.
Esse diagnóstico precisa passar por uma ampla avaliação. Afinal, alguns dos
sintomas também podem ser indicadores de outros tipos de distúrbios. O importante é
que seja feito um histórico cuidadoso onde são incluídos dados recolhidos de
professores, pais e outros adultos que tenham contato com a criança avaliada. A
avaliação também deve contar com um levantamento do funcionamento intelectual,
social, emocional, acadêmico e médico obtidos com a ajuda de profissionais como o
neuropediatra e outros capazes de realizar testes psicológicos e neurológicos.
A hiperatividade normalmente aparece na primeira infância e atinge uma parcela
pequena da população, independente do grau de inteligência, o nível de escolaridade ou
a classe social.
O tratamento de crianças com TDAH demanda a intervenção psicológica,
pedagógica e médica. Uma abordagem que envolva todas essas áreas do conhecimento
origina um processo de treinamento dos pais para controlar o comportamento dos filhos,
um programa pedagógico adequado e possíveis medicamentos. Existem diversos
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programas para pais de crianças com TDAH, bem como uma diversidade de vídeos e
outros materiais com dados a respeito das dificuldades e estratégias efetivas que podem
ser usadas no ambiente familiar.
Os pais devem recompensar as crianças quando se comportam de forma adequada.
Elas precisam de respostas imediatas, frequentes, previsíveis e coerentes aplicadas ao
seu comportamento. Além disso, também necessitam de mais tentativas para aprender.
Quando conseguem terminar uma tarefa ou outros tipos de atividades, devem ser
recompensadas.
Os professores e a escola também possuem um papel essencial no desenvolvimento
das crianças. O sucesso da sala de aula pode exigir uma série de intervenções. A maior
parte das crianças hiperativas podem continuar na classe regular com pequenas
adaptações no ambiente estrutural como a modificação do currículo e estratégias
adequadas. Apenas crianças com problemas muito mais sérios podem exigir salas de
aula especiais.
Alguns alunos com TDAH precisam ter algo em mãos para dar um foco para a sua
atenção. Também pode ser efetivo combinar algo que passe despercebido (como música
de fundo), circular pela sala e a proximidade física para controlar e avisar os alunos
(mãos no ombro, contato de olhar, toque na carteira).
Além disso, também se pode criar opções de atividades para os alunos que terminam
seus deveres mais cedo para evitar problemas como o tédio. Nesse processo, é de
extrema importância que se tenha cuidado para não pedir que eles façam trabalhos que
não sejam capazes de realizar com êxito, pois isso pode gerar frustrações.
Deve-se certificar que as atividades são estimulantes e que os alunos compreendem
a lição, através de técnicas eficientes e providenciando, ainda, oportunidades para que
essas crianças possam se mover dentro da sala de aula nos intervalos entre as atividades.
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2.4 Outras origens das dificuldades de aprendizagem
Existem dificuldades de aprendizagem que são causadas por motivos diferentes
daquelas que têm sua origem nos distúrbios que foram discutidos até o momento. Como
foi dito anteriormente, uma das principais características dos distúrbios de
aprendizagem é o fato de eles provocarem dificuldades para a realização de atividades
específicas, como a de leitura ou a de escrita. No entanto, elementos como o Autismo, a
Síndrome de Down, a Deficiência Mental, a Síndrome de Asperger e outros, também
causam dificuldades no processo de ensino-aprendizagem para aqueles que os possuem.
Eles não implicam apenas em dificuldades específicas como, por exemplo, a
compreensão da matemática, mas tornam difícil todo o processo de aprendizagem,
independente da área em que se aplica, ou seja, implicam em dificuldades globais. A
seguir, serão descritos alguns desses elementos.
2.4.1. Autismo
O autismo é uma desordem global que causa reações como, por exemplo, o não
desenvolvimento normal da inteligência. Isso ocasiona na dificuldade de desenvolver
relações sociais normais e em comportamentos compulsivos e ritualísticos. Embora
algumas pessoas tenham inteligência e fala intacta, outras possuem sérios retardos em
seu desenvolvimento da linguagem.
Existem alguns mitos que envolvem o autismo como o de que pessoas autistas
vivem em seus próprios mundos, fechadas para as outras pessoas e interagindo apenas
com o ambiente por elas criado. Essa crença se deve ao simples fato desses indivíduos
encontrarem dificuldades para se comunicar, não conseguindo iniciar, manter ou
terminar uma simples conversa.
Algumas características que podem ser encontradas em indivíduos com autismo
são:
• Dificuldade de relacionamento com outras pessoas
• Riso inapropriado
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• Pouco ou nenhum contato visual
• Insensibilidade à dor
• Preferência pela solidão
• Ausência de respostas aos métodos normais de ensino
• Insistência em repetição
• Resistência à mudança de rotina
• Não têm real medo de perigo
• Repetem palavras ou frases em lugar da linguagem normal (Ecolalia)
• Recusam colo ou carinhos
• Agem como se estivessem surdos
• Demonstram extrema aflição sem razão aparente
• Habilidade motora irregular
Essas são características possíveis de serem encontradas em pessoas autistas,
porém, é preciso lembrar que elas nem sempre se manifestam da mesma forma em todos
os indivíduos, podendo sofrer variações. Elas também podem ser diferentes de acordo
com a faixa etária, de onde surge a importância da ajuda de especialistas para o
diagnóstico e o aconselhamento sobre as maneiras adequadas de lidar com o autismo.
Os exames para detectá-lo são realizados em clínicas especializadas. Pode ser
necessária uma série de testes como, por exemplo, os auditivos, os que detectam
alergias alimentares e outros essenciais para a elaboração de um diagnóstico preciso. Os
tratamentos variam de caso a caso de acordo com as necessidades de cada um e seu
respectivo quadro clínico.
Normalmente, os autistas têm uma expectativa de vida alta quando comparados
à média da população. Porém, os transtornos causados nessas pessoas estão presentes o
tempo todo e não há possibilidades de alterar esse quadro, mas apenas lidar com ele de
maneira adequada.
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Esses indivíduos devem estar em contato com profissionais capazes de lidar com
os mesmos como os especialistas em pediatria, neurologia, psiquiatria, psicologia,
pedagogia, terapia ocupacional, fisioterapia e outros. A orientação familiar também é
um fator fundamental e a base de tratamentos terapêuticos.
Não existem tratamentos ou medicamentos específicos para o autismo, mas é
preciso que os indivíduos responsáveis e que convivem com pessoas autistas se
emprenhem em ajudar no seu desenvolvimento com competência e compreensão.
2.4.2. Síndrome de Asperger
Esta síndrome está ligada ao autismo, diferenciando-se dele por não causar
dificuldades globais no desenvolvimento cognitivo (apreensão do conhecimento) e na
linguagem das pessoas. Porém, essa diferença não é suficiente para determinar se um
indivíduo é autista ou possui síndrome de asperger, afinal, alguns deles também podem
apresentar dificuldades na comunicação, da mesma forma que determinadas crianças
autistas também são capazes de desenvolver a fala.
As crianças inicialmente têm um desenvolvimento aparentemente normal, mas,
no decorrer dos anos, acabam se tornando monótonas, com características peculiares e
apresentam, com frequência, preocupações obsessivas. Sua capacidade de interagir com
as outras crianças se torna mínima, pois elas têm um comportamento que caminha no
sentido de distanciar-se das pessoas. Sua forma de se vestir também pode parecer
estranhamente alinhada e a grande dificuldade de socialização, tende a torná-la solitária.
Indivíduos com essa síndrome também apresentam prejuízos na coordenação
motora e na percepção viso-espacial. Comparando-se às demais crianças, eles podem
aprender coisas na idade própria, outros cedo demais e alguns podem aprender tarde
demais ou apenas quando são cuidadosamente ensinados.

A síndrome de Asperger é considerada por alguns pesquisadores como um tipo
de autismo, se diferenciando dele apenas em função de algumas características
peculiares como, por exemplo, o desenvolvimento da fala já citado anteriormente.
As medidas para lidar com portadores dessa síndrome se aproximam muito do
tratamento destinado aos autistas, já que a melhor maneira de fazê-lo, independente da
síndrome ou distúrbio, é através da procura de profissionais especializados, do
envolvimento da família e outras.
2.4.3 Deficiência mental
A deficiência mental, também chamada de deficiência intelectual, aponta
problemas que se situam no cérebro, causando uma baixa aquisição e produção de
conhecimento, ou seja, provocando no sujeito dificuldades de aprendizagem devido ao
baixo nível intelectual.
Ela pode ser causada por inúmeros fatores como questões de ordem genética;
complicações ocorridas ao longo da gestação, do parto ou nos pós-natais e outros. Esses
acontecimentos comprometem as funções intelectuais da criança e tem repercussões
para toda a vida.
É importante que não se confunda a deficiência mental como uma doença
mental. O portador de necessidades especiais mantém a percepção de si mesmo e da
realidade que o cerca, sendo capaz de tomar decisões importantes sobre assuntos da sua
vida. Já o doente mental, tem o discernimento comprometido necessitando de apoios
maiores no seu cotidiano.
Existe uma parcela entre os portadores de deficiência mental que manifestam
algum tipo de ligação com problemas como a síndrome do pânico, a depressão, a
esquizofrenia e outros. Isso acontece porque as deficiências mentais podem atingir o
comportamento dos indivíduos, já que lesam áreas cerebrais como as responsáveis pelo
poder de concentração e o humor.
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É importante que pessoas com essa deficiência não sejam “bajuladas” por seus
familiares, pois esse tratamento pode impedir que elas desenvolvam sua independência,
fazendo com que as mesmas sempre precisem de ajuda ainda que para realizarem
simples atos, limitando a sua capacidade de se relacionar com a sociedade. Assim, é
preciso que se dedique a elas a atenção necessária, dosando-a na medida certa.
Para finalizar, não é desnecessário repetir que, assim como em muitos outros
problemas, é preciso adotar cuidados específicos e procurar a ajuda de profissionais
especializados.
2.4.4. Síndrome de Down
A síndrome de Down é causada por alterações genéticas que
podem ter três origens diferentes:
Trissomia 21: Esta é a causa mais comum presente na
síndrome de Down. As pessoas possuem 47 cromossomos
em todas as células. Isso acontece em 95% dos casos.
Mosaico: Problema genético pouco conhecido caracterizado
por uma alteração genética que compromete apenas parte das
células, ou seja, algumas células têm 47 e outras 46
cromossomos.
Translocação: Acontece quando o cromossomo extra do par 21 "gruda" em
outro cromossomo. Embora o indivíduo tenha os 46 cromossomos, ele será
portador da Síndrome de Down em função desta alteração.
As crianças portadoras dessa Síndrome apresentam
características como:
Achatamento da parte de trás da cabeça
Inclinação das fendas palpebrais
Pequenas dobras de pele no canto interno dos olhos

Língua proeminente (que forma relevo)
Ponte nasal achatada
Orelhas ligeiramente menores
Boca pequena
Tônus muscular diminuído
Ligamentos soltos
Mãos e pés pequenos
Pele na nuca em excesso
As crianças que têm síndrome de down possuem a idade cronológica diferente
da idade funcional, apresentando imaturidade para aprender determinados conteúdos
que indivíduos na mesma faixa etária compreendem. Além disso, elas não desenvolvem
estratégias de forma espontânea, encontrando grandes dificuldades para resolver
problemas e encontrar soluções sozinhas. Sua imaturidade para a aprendizagem
influencia habilidades de memória, o uso de conceitos abstratos, relações espaciais,
raciocínio e outras.
No entanto, essas crianças têm possibilidades de se desenvolver, executando
atividades diárias e até mesmo construir uma vida profissional. Por isso, deve-se
proporcionar ao portador de síndrome de down a promoção de suas capacidades,
procurando facilitar ao máximo o desenvolvimento da sua personalidade, a participação
ativa na vida social e no mundo do trabalho. Seu processo de ensino-aprendizagem têm
que possibilitar a aquisição da autonomia a partir de práticas e procedimentos
pedagógicos diferenciados.

Os distúrbios de aprendizagem podem ser classificados em: Distúrbios de
Entrada e Distúrbios de Saída.
São Distúrbios de Entrada: Distúrbios de Percepção Visual, Distúrbios de
Percepção Auditiva e Distúrbios de Integração.

São Distúrbios de Saída: Distúrbios de Linguagem e Distúrbios de Atividade
Motora
São Distúrbios de saída que podem ser classifcados como sendo de linguagem
e/ou de atividade motora: Dislexia, Disortografia, Afasia, Disgrafia, Disartria,
Discalculia, Acalculia, Apraxia, Dispraxia, Gagueira e Déficit de Atenção.
Existem outros problemas que causam dificuldades de aprendizagem como o
autismo, a síndrome de down, o baixo QI e outras. Porém esses elementos, ao
contrário dos distúrbios, causam dificuldades globais na aprendizagem daqueles
que os possuem.

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